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NOTÍCIAS

152 Participantes reunidos em Coruche para salvar o Montado de Sobro

Inserido no ciclo de workshops “+ Conhecimento/ ha” decorreu na passada terça-feira, dia 10 de Abril, no Observatório do Sobreiro e da Cortiça em Coruche, a sessão dedicada à Gestão do sobcoberto em montado, uma das opções de gestão que pode ter maior impacte sobre a sua vitalidade.

Programa

Enquadramento (Nuno Calado | UNAC)

Estrutura e funcionamento das raízes em sobreiro: o uso de água (Conceição S. Silva | UNAC)

Gestão de matos: grade de discos vs corta-matos (Constança Camilo-Alves | UEvora)

Gestão de matos na perspetiva da biodiversidade (Jorge Capelo | INIAV)

Gestão de matos e a importância apícola (Ofélia Anjos | ESACB) (1, 2, 3)

Gestão de pastagens e conservação do solo (Mário Carvalho | UEvora)

Intensificação da pecuária sustentável (José Mira Potes | ESAS)

Análise da rentabilidade económica e de sustentabilidade (António Gonçalves Ferreira | UNAC) 

 

 

Barra de Cofinanciamento FEADER

PRESS RELEASE
Sala cheia no observatório do sobreiro e da cortiça para o workshop do ciclo “Mais Conhecimento/ ha” 
 

Lisboa, 12 de Abril de 2018 – Inserido no ciclo de workshops “Mais Conhecimento/ ha” decorreu na 3ª feira no Observatório do Sobreiro e da Cortiça em Coruche, uma muito concorrida sessão dedicada à Gestão do sobcoberto em Montado, uma das opções de gestão que pode ter maior impacte sobre a sua vitalidade, como defendido por todos os oradores.

No actual contexto de variabilidade climática, períodos de maior carência hídrica como foi o ano de 2017, necessitam de montados com boa vitalidade para resistirem a tão forte stress. Alguns dos factores mencionados que contribuem de forma positiva para a vitalidade são a salvaguarda do sistema radicular, optando por métodos de controlo da vegetação não destrutivos, como são o corta - matos, uma adequada gestão de pastagens que possibilite um aumento do teor do solo em matéria orgânica e o controlo da erosão, assim como o adequado pastoreio do gado em regime extensivo.

O presidente da UNAC – União da Floresta Mediterrânea, António Gonçalves Ferreira referiu 3 factores críticos mais relevantes para o subericultor:

  1. Controlar o risco de incêndio sem mobilizar o solo e proteger a regeneração natural
  2. Controlar e corrigir os níveis de fertilidade do solo
  3. Promover o uso múltiplo do sistema

Mas ter um montado mais resiliente tem impactos em termos económicos num contexto de perda de produtividade que se tem verificado nas últimas décadas. A manutenção da vitalidade tem custos associados à adaptação às alterações climáticas para os quais há uma total ausência de apoios públicos.

Afirmou ainda que "em 2017, apenas abriu um concurso do PDR2020 para apoiar a regeneração natural, deixando ao abandono centenas de milhares de hectares de montado onde urge agir." O investimento em montado de sobro é sempre um investimento cujo retorno de capital ocorre no longo prazo e são necessárias medidas de incentivo para que esse investimento, numa lógica de economia circular, volte ao montado e não se disperse noutros usos alternativos de diferente rentabilidade.

Referiu também que "após 6 meses ainda não existe nenhuma aprovação, e que o Governo se prepara para retirar 26 milhões de euros dos apoios aos Sistemas Agro-Silvo-Pastoris sob Montado e 17 Milhões Euros dos apoios às arborizações, o que é incompreensível face à importância do Montado e à reafirmada aposta do Estado no apoio às florestas autóctones.  "

Documento disponível para consulta AQUI.

Diário de Notícias | 05/04/2018
 
Muito crítico das opções seguidas para a reforma da floresta, António Gonçalves Ferreira diz que a proibição da plantação de eucaliptos foi política e não técnica. 
O presidente da UNAC acusa ainda o governo de não criar incentivos para as outras espécies, antecipando assim um agravamento do abandono do Interior. 
 
Artigo na íntegra AQUI.

Cerca de 120 participantes participaram no Seminário " FLORESTA 4.0- DIGITALIZAÇÃO NA CRIAÇÃO DE VALOR E DE VANTAGENS COMPETITIVAS PARA A GESTÃO E PRODUÇÃO FLORESTAL". 

Foram analisadas diferentes tecnologias digitais que podem contribuir para a criação de valor para a produção florestal. A necessidade de introduzir a digitalização nas agendas de ID+i florestal em Portugal, de divulgar algumas aplicações e tecnologias já existentes, de integração de tecnologias e de disponibilização de dados e informação foram algumas das conclusões mais relevantes, a par do enorme potencial de desenvolvimento para a gestão e produção florestal.

Programa

Floresta 4.0 - Nuno Calado | UNAC

Produção e Gestão Florestal - Alexandra Marques | INESC TEC 

Sensores IoT para prevenção de incêndios florestais (Eduardo Henriques | Smart Forest)

Plataforma de acesso a serviços ligados a variáveis meteorológicas, fogos e fogo controlado (Sílvia Nunes | Instituto Dom Luíz - Faculdade de Ciências de Lisboa) (1, 2, 3)

Plataformas web para gestão de sistemas de certificação florestal (André Barriguinha | Agriciência)

Serviços, sistemas e plataformas de monitorização ambiental no apoio à gestão florestal (Francisco Manso | Trigger.systems)

Os Drones no Apoio à Gestão Florestal (Alexandre Sarmento | TerraDrone) (1, 2)

EXPRESSO | 30/03/2018

O Governo através da sua eficiente máquina de propaganda tem anunciado de forma incisiva e musculada a obrigatoriedade da limpeza dos terrenos confinantes com as habitações e perímetros urbanos por parte dos proprietários florestais.

O Primeiro-ministro anunciou mesmo no recente congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses uma verba relevante para limpar as florestas na área circundante das povoações.

O objectivo é relevante: baixar substancialmente o risco de incêndio nessas zonas prioritárias em termos de defesa em caso de incêndio.

É preciso clarificar que os 50 milhões de euros amplamente anunciados pelo Governo não são uma subvenção, são sim um empréstimo aos municípios para que estes se substituam aos proprietários das casas e dos terrenos e depois lhes cobrem coercivamente esse valor.

Os terrenos junto às povoações não têm um modelo de gestão adequado, que assegure um baixo risco de incêndio, porque esse mesmo modelo não tem viabilidade económica. Os proprietários florestais com propriedades confinantes com os limites urbanos de povoações e os proprietários de terrenos com habitações localizados nas periferias urbanas que a floresta invadiu não comportam o custo de anualmente manter baixo o risco de incêndio.

Artigo na íntegra AQUI.

 

6ª edição da revista da Rede Rural Nacional | 2018 - Nuno Calado, Secretário-geral da UNAC

O ano de 2017 ficará para sempre na memória de todos os portugueses como um ano catastrófico para a floresta e para a sociedade portuguesa, com vítimas mortais, destruição de habitações, infraestruturas, empresas e 442.418 hectares de área ardida de espaços florestais.
No entanto, 2017 resulta do agravamento da falta de gestão e de ordenamento florestal, que resultam da dificuldade em rentabilizar o investimento florestal em pequena propriedade, em operacionalizar abordagens de intervenção florestal integradas (processo ainda muito recente), da desertificação, da falta de fiscalização, etc. Não nos podemos esquecer que as perdas resultantes são de cerca de 203 milhões de euros/ano.

Artigo completo AQUI.

A UNAC - União da Floresta Mediterrânica vai realizar, no próximo dia 10 de Abril em Coruche, no Observatório do Sobreiro e da Cortiça o Workshop " Gestão de sobcoberto em Montado: opções, impactos e rentabilidade ".

A gestão do sobcoberto em Montado é essencial mas enfrenta diversos desafios: para além dos objetivos intrínsecos globais da exploração agroflorestal, é necessário ter em consideração a proteção do solo, a gestão da concorrência pelo recurso água, a gestão do risco de incêndio, etc., e o impacto económico das diferentes opções técnicas em diferentes perspetivas temporais.

Este workshop está enquadrado num ciclo de transferência de conhecimento designado "+ Conhecimento/ha", que visa a partilha de inovação e a incorporação de práticas de gestão mais adequadas.

Constança Camilo-Alves (UEvora), Jorge Capelo (INIAV), Ofélia Anjos (ESACB), Conceição S. Silva (UNAC), Mário Carvalho (UEvora), José Mira Potes (ESAS) e  António Gonçalves Ferreira (UNAC) são os oradores confirmados para este workshop.

Veja em anexo o programa detalhado.

As inscrições encontram-se de momento encerradas. Para integrar a lista de espera contactar Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. .

 

Barra de Cofinanciamento FEADER

26/03/2018 | Diário de Notícias

Florestas. Operadores florestais criticam as medidas em curso para o reordenamento do território, mas avançam soluções. Um exemplo é colocar os grandes produtores a apoiar a biodiversidade. 

"O Reordenamento do Território e da Floresta" foi o tema do primeiro debate da série Agricultura mais Forte, que o Santander Totta retoma em torno do sector agrícola. Moderada pelo jornalista António Perez Metelo, a Conversa Solta decorreu na passada quinta-feira na sede do Santander Totta, em Lisboa. Entre outros, contou com a presença de António Gonçalves Ferreira, Presidente da UNAC. MAIS

O vencedor do concurso europeu da árvore do ano de 2018 foi revelado hoje, em Bruxelas, na presença de 200 participantes. O Sobreiro Assobiador de Águas de Moura, Portugal, ganhou com 26.606 votos, seguido pelos Ulmeiros ancestrais de Cabeza Buey (22.332 votos) e pelo "Ancião das Florestas de Belgorod" (21.884 votos).

O Assobiador deve o nome ao som originado pelas inúmeras aves que pousam nos seus ramos. Plantado em 1783, este sobreiro já foi descortiçado mais de vinte vezes. Com 234 anos, o Assobiador está classificado como “Árvore de Interesse Público” desde 1988.
Em nome do Sobreiro Assobiador, Nuno Calado, secretário-geral da UNAC - União da Floresta Mediterrânica, recebeu o original troféu de madeira que passa de vencedor a vencedor a cada ano: "Estamos extremamente felizes em trazer reconhecimento a Portugal, através do concurso “European Tree of the Year”. Este sobreiro representa uma enorme contribuição para a biodiversidade e os serviços dos ecossistemas, a luta contra as alterações climáticas, além da contribuição para a economia portuguesa", afirmou. Referiu ainda que "o futuro dos sobreiros e dos Montados depende dos produtores agroflorestais, da escolha do consumidor por vinhos com rolhas de cortiça e de políticas públicas que possam promover elevados níveis de biodiversidade e atividades económicas sustentáveis".

Está a decorrer a 8.ª edição do concurso “Tree of the Year" que conta pela primeira vez com uma árvore portuguesa, o Sobreiro Assobiador, o maior sobreiro de Portugal.

13 países participam este ano na 8ª edição do concurso europeu Tree of the Year. Durante o mês de fevereiro, todos puderam escolher a sua árvore preferida através de um sistema de votação on-line em https://www.treeoftheyear.org.

No próximo dia 21 de março, o vencedor será anunciado na cerimónia de entregas de prémios, no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

O Tree of the Year realça a ligação emocional que as pessoas e as próprias comunidades mantêm com as árvores, bem como a sua importância para o património natural e cultural da Europa.

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