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“Floresta não consegue concorrer” com a alternativa das centrais solares


Ainda que a instalação de centrais fotovoltaicas não seja o maior problema da floresta nacional, preocupada com a expansão da área de produção, o líder da UNAC admite que esse uso alternativo está noutro patamar de competitividade.

Notícia na integra em: https://unac.pt/index.php/documentos/publicacoes/63-a-necessidade-de-aumentar-a-materia-prima-para-a-globalidade-das-industrias-de-base-florestal-e-resolver-os-estrangulamentos-ao-reforco-da-producao/file

Mais de 120 representantes das 25 entidades subscritoras do "Compromisso Floresta 2030", agregadoras das três fileiras florestais - eucalipto, pinheiro-bravo e sobreiro -, reuniram em Coimbra, a 4 de maio, para debater o futuro do setor e entregar ao Governo preocupações e propostas. Confirmada a presença do monostro do Ambiente, Duarte Cordeiro falhou à última hora, fazendo-se representar pelo Secretário de Estado da Conservação da Naturesa e Florestass, João Paulo Catarino. Foi "uma grande deceção", esta ausência, revelou à "Vida Econõmica" António Gonçalves Ferreira, presidente da UNAC - União da Floresta Mediterrânica e promotor do movimento, que ainda aguarda o agendamento de uma reunião, presencial, com o ministro. "As coisas não podem continuar no caminho em que estiveram nos últimos seis anos". "O Estado tem de nos ouvir".

Notícia na integra em: 2022-06-03-Vida Económica - Entrevista a Gonçalves Ferreira sobre o Movimento Floresta 2030.pdf (unac.pt)

 

Lisboa, 1 de Abril de 2022 - A UNAC não concorda com a abordagem prescritiva à gestão das ZEC, onde o conjunto de medidas regulamentares e complementares apresentado se foca apenas em questões de conservação, esquecendo a função de produção agroflorestal que está na base dos valores ecológicos destas áreas. Consideramos que não é possível criar planos de gestão de sistemas tão complexos, de uma forma adequada e equilibrada, sem considerar a principal das suas vertentes.
 
O que estas propostas de regulamentos fazem é criar um conjunto de limitações que pretendem promover a componente de conservação, limitando a componente produtiva, sem quaisquer contrapartidas. Assim, corre-se o risco de prejudicar, a prazo, grandemente a produção e como consequência a sustentabilidade total do ecossistema. A perda de capacidade produtiva e de rendimento a ela associada poderão levar ao abandono, o que, por sua vez aumenta fortemente o risco de incêndio e tem como impacto a total destruição das espécies e habitats que se pretendem conservar.
 
Os produtores florestais são o principal vetor da perenidade das opções produtivas que garantem um uso equilibrado dos recursos, assegurando a viabilidade económica destas regiões e potenciando os atributos ambientais que elas encerram. Sem esta presença e o modelo de produção que é implementado, um mosaico agroflorestal extensivo, com polos de regadio e bolsas de biodiversidade, as ZEC não teriam os atributos que hoje pretendemos proteger de forma mais visível.

 

Documentos para consulta: Participação UNAC nas Consultas Públicas das ZEC Cabeção, Cabrela, Monfurado, Moura-Barrancos

 

Lisboa, 22 de março de 2022 – Após 3 anos de interregno, o prémio da Árvore Europeia de 2022, voltou a ser celebrado presencialmente em Bruxelas, num ano em que no pódio estiveram três carvalhos – dois carvalhos alvarinho e um sobreiro. A Sobreira Grande, de Vale Pereiro, representante de Portugal no concurso europeu ficou em 3º lugar com 70.563 votos, marcando presença no pódio, tal como já tinha acontecido nas edições de 2018 e 2019, com o Sobreiro Assobiador e a Azinheira secular do Monte do Barbeiro.

O Carvalho Dunin, da Polónia, foi o grande vencedor desta edição com um máximo histórico de votos (179.317), seguido pelo Carvalho da Floresta do Banquete de Conxo, em Espanha, com 168.234 votos. O interesse gerado pelo concurso continua a aumentar, com o número total de votantes a atingir este ano 769.212.

Conhecidos por serem árvores longevas e de grande porte, os carvalhos prestam-se a belas imagens adequados ao concurso da Árvore do Ano, mas as suas florestas são também importantes fontes de recursos que asseguram à Sociedade, não só madeira, cortiça e bolota, mas também inúmeros serviços de ecossistema fundamentais à adaptação e mitigação das alterações climáticas – sequestro de carbono, conservação do solo e da água e proteção à biodiversidade. A manutenção destas florestas em áreas rurais, tem um papel determinante na economia das regiões, na qualidade de vida das populações, e na redução do risco de incêndio.

 

Press Release na íntegra AQUI

Conheça as árvores a concurso e assista ao vídeo da cerimónia de Entrega de Prémio Árvore Europeia do Ano 2022 (https://www.treeoftheyear.org/Results)

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Lisboa, 4 de março de 2022 – 25 entidades comprometem-se em colaborar numa estratégia de futuro para a FLORESTA NACIONAL a concretizar no espaço de uma década (até 2030).

As organizações, entidades e empresas subscritoras deste compromisso expressam ao Futuro Governo de Portugal e aos Portugueses o empenho em contribuir ativa e positivamente para, no espaço de uma década, concretizar um quadro promotor de uma Floresta com Futuro, disponibilizando para tal os seus meios, conhecimentos e vontades. Só juntos estaremos aptos a construir uma Floresta mais bem gerida, mais plural, mais inclusiva, mais resiliente, mais valorizada e agregadora ambiental e socialmente, transgeracional e reconhecida. Uma Floresta que seja fator de segurança contra as alterações climáticas, elemento chave de uma bioeconomia inovadora e que recupere a confiança da Sociedade e o reconhecimento político dos Portugueses.

Para informação adicional sobre este assunto, agradecemos contacto para Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Consultar o documento

 

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Lisboa, 24 de janeiro de 2022 – Pela segunda vez, um sobreiro irá representar Portugal no concurso europeu da Árvore do Ano, demonstrando desta forma o apreço dos portugueses pelo mundo rural e pelas suas florestas e pela árvore nacional.

Com 250 anos, a Sobreira Grande, localizada no Vale do Pereiro, no concelho de Arraiolos, representa a típica paisagem alentejana e ganhou o Concurso da Árvore Portuguesa do ano 2022 com 3.317 votos, na votação mais participada deste concurso nacional, até à data de hoje. O segundo e terceiro lugares foram ocupados, respetivamente, pela Melaleuca Armilaris da Quinta das Pratas (Cartaxo) com 1.898 votos e pela Oliveira Real (Faro) com 1.700 votos.

O público decidiu entre 10 árvores candidatas, num total de votos registados de 15.588. Os resultados finais da votação foram:

    1. A Sobreira Grande | Arraiolos
    2. Melaleuca Armilaris da Quinta das Pratas | Cartaxo
    3. Oliveira Real | Faro
    4. Magnólia do Jardim da Casa da Criança D. Leonor | Leiria
    5. Oliveira de Mouchão | Abrantes
    6. Oliveira Milenar | Faro
    7. Plátano Gigante da Quinta de Fôja |Coimbra
    8. O Guardião d’ El Rei | Leiria
    9. O Esconderijo | Coimbra
   10. O Metrosídero do Campo de São Francisco | Ponta Delgada

A Sobreira Grande, este magnífico exemplar de sobreiro de grande dimensão que chegou até hoje, é um ilustre representante da resiliência e resistência dos montados e dos produtores florestais ao tempo e às adversidades. Incluindo-se aqui as alterações climáticas, a ausência continuada de políticas públicas que defendam convenientemente este setor e as suas características peculiares de gestão e rendimento, cujos resultados ocorrem sempre a muito longo prazo e a luta de uma matéria-prima natural de excelência num mercado que poucas vezes concretiza em valor a vontade que os consumidores têm em defender o ambiente, a natureza e a biodiversidade.

Os montados de sobro em conjunto com os montados de azinho, representam um terço da floresta nacional e são o manto protetor de territórios altamente suscetíveis à desertificação e ao despovoamento. Garantir a dimensão económica e social dos montados é determinante na luta contra a perda de vitalidade, a conversão para outros usos ou o aumento da incidência dos incêndios.

Sem pessoas e sem economia, não haverá florestas bem geridas e os valores ambientais a defender no futuro estarão menos presentes e correrão maiores riscos. São essenciais políticas de desenvolvimento, que promovam e remunerem boas práticas no mundo rural e mantenham a resiliência dos recursos naturais.

A Sobreira Grande, irá representar Portugal no concurso europeu Tree of the Year, cujas votações decorrem on-line durante o mês de fevereiro de 2022. As histórias das dez árvores nacionais que estiveram a concurso encontram-se disponíveis em: https://portugal.treeoftheyear.eu, bem como os resultados do concurso nacional.

 

PORTUGAL 03 ETY2022 credit Manuel Piteira

                                                                                                                                                                                                Manuel Piteira, Município de Arraiolos

 

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Lisboa, 29 de outubro de 2021 – Inicia-se hoje a 4ª edição da iniciativa nacional, liderada pela UNAC, para eleição da Árvore do Ano 2022. O período de candidaturas decorre de 29 de Outubro a 16 de Novembro de 2021 de acordo com o regulamento disponível em www.unac.pt .
Num momento em que o papel das florestas é de particular importância no combate às alterações climáticas, o concurso da Árvore do Ano pretende mais uma vez celebrar a história de uma árvore especial que pode ser escolhida por si.
As árvores são responsáveis pela produção de matérias primas indispensáveis à nossa vivência, como a madeira, a cortiça, o pinhão ou a bolota, suportando outras espécies de animais e plantas, garantindo ainda um conjunto de serviços de ecossistema relevantes para a Sociedade – sequestro de carbono, biodiversidade, conservação do solo e da água, paisagem e cultura.
É precisamente sobre estes valores que incide o concurso. Conhece uma árvore especial? Conhece a sua história? Esta é uma forma de a perpetuar no tempo para as próximas gerações, salientando quer o papel da árvore numa comunidade rural, ou a sua imponência esquecida no meio da floresta ou até numa praceta em ambiente urbano.
Uma árvore é uma árvore, sem segregar espécies ou produções, porque todas, sem exceção, têm contribuído e podem contribuir de forma decisiva para o desempenho ambiental futuro.

Concorra! Dê-nos a conhecer a sua árvore!

 

Consulte os documentos: Regulamento e Apresentação do concurso

 Formulário de inscrição AQUI

Press Release na íntegra AQUI

 

Concurso com o apoio institucional

Digital PT 4C H FC GSECNFOT

 

14 de julho de 2021, Lisboa – Após um processo enviesado de consulta pública onde as questões listadas sobre a Estratégia Florestal Europeia (EUFS) potenciavam em particular a componente ambiental, a UNAC, representando os sistemas agroflorestais mediterrânicos, deu o seu contributo através de resposta ao inquérito salientando a relevância da componente económica na manutenção da sustentabilidade ambiental e social, mas também evidenciando os riscos da naturalização em ecossistemas mediterrânicos, como os que existem em Portugal, onde o risco de incêndio é um dos principais fatores a considerar na gestão florestal.

Com base na versão draft da EUFS a que teve acesso, a UNAC manifesta o seu desacordo com o conteúdo proposto, nomeadamente:
          • Pela desconsideração da opinião do sector florestal
          • Na informação sobre o sector incorreta e sem fontes mencionadas
          • Na importância da multifuncionalidade e da gestão florestal sustentável
          • No papel da bioeconomia para além dos produtos de ciclo longo de retenção e integrada em cadeias de valor
          • Em apoios financeiros que não impeçam o desenvolvimento económico do sector
          • Com novos processos de certificação florestal.


Salientamos que o documento deveria ter sido discutido com as entidades responsáveis do sector, conforme explicitado no documento da EUFS: “incluindo todos os atores envolvidos na definição da estratégia e das medidas futuras”.

A abordagem transversal da Estratégia Florestal Europeia claramente não acautela futuros cenários de alterações climáticas, mais gravosos no sul da Europa, com consequente aumento do risco de incêndio, onde apenas estratégias de prevenção através de gestão florestal ativa poderão evitar cenários de catástrofe como os que ocorreram em Portugal e na Grécia, num passado recente.

Por fim, consideramos que a abordagem feita aos produtos florestais não lenhosos, é redutora da sua abrangência e do seu potencial em termos de mitigação das alterações climáticas, parecendo dirigir unicamente esforços da Europa para o turismo rural e colocando em segundo plano a relevância que os sistemas florestais e agroflorestais multifuncionais têm enquanto fornecedores destes produtos e na manutenção do equilíbrio económico e social das zonas rurais.

 

PRESS RELEASE e DOCUMENTO DE SUPORTE disponíveis para consulta.

 

Lisboa, 13 de Julho 2021 - Tendo chegado ao conhecimento do Grupo Operacional UNDERCORK, dedicado ao estudo da cobrilha da cortiça, a existência no mercado nacional de empresas a promover a aplicação de produtos químicos no montado para combate à cobrilha, entendeu a equipa deste projeto, tornar pública a sua posição de modo a possibilitar aos produtores florestais uma decisão consciente sobre a sua gestão.

1. À luz do conhecimento atual, não existe nenhum tratamento químico ou biológico, quer a nível nacional quer internacional, que seja eficaz no combate à cobrilha da cortiça;

2. Acresce a este facto que a aplicação de qualquer produto químico carece de homologação da DGAV – Direção Geral de Agricultura e Veterinária, não estando nenhum produto homologado (nem em vias de homologação) para este efeito;

3. As larvas de cobrilha morrem aquando do descortiçamento, sendo desnecessária a aplicação de inseticidas ou afins para se atingir este objetivo aquando da extração. As condições que precisam para o seu desenvolvimento são muito específicas, e uma vez expostas morrem sem completar o seu ciclo de vida, quer na árvore, quer nas pranchas de cortiça que foram extraídas, ou seja, não chegam a insetos adultos e não fazem novas posturas;

4. Desconhece-se ainda a forma como os insetos adultos da cobrilha selecionam os sobreiros para atacar, mas as árvores recém extraídas são as menos interessantes para a realização das posturas de cobrilha, uma vez que ainda não reúnem condições para o desenvolvimento da larva (que se alimenta na camada geradora de nova cortiça) e necessita das camadas externas de cortiça para se proteger.

O grupo operacional UNDERCORK - Gestão Integrada da Cobrilha da Cortiça continua a trabalhar na procura de soluções para a prevenção e combate à cobrilha da cortiça, acompanhando também os trabalhos e publicações a nível internacional. Mais informação sobre este projecto pode ser consultada aqui.

 

Documento completo para consulta e divulgação aqui.

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Em caso de dúvida sobre a cobrilha da cortiça contacte a equipa de projecto:

Prof. Manuela Branco | ISA | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Dr. Pedro Naves | INIAV | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Eng. Conceição Santos Silva | UNAC | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

O grupo operacional UNDERCORK foi formado em 2016 e tem como objectivo principal - Conhecer os mecanismos que regulam a seleção das árvores pela cobrilha, desenvolver métodos de gestão preventiva na gestão dos povoamentos e de controlo, para redução dos níveis populacionais da cobrilha, incluindo a avaliação e potenciação do papel das aves insectívoras. Liderado pela UNAC – União da Floresta Mediterrânica, integra como parceiros de projecto o ISA - Instituto Superior de Agronomia, o INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, a UÉvora – Universidade de Évora, a Amorim Florestal S.A., a Companhia das Lezírias, a Herdade do Pinheiro, a Sociedade Agrícola do Monte da Sé Lda. e Luís Filipe Falcão, produtor florestal que subscrevem o presente comunicado.

 

 

 

1 de junho de 2021, Lisboa

Passados 10 anos da ascensão do sobreiro a Árvore Nacional, que consequências teve esta decisão?

• A área de montado aumentou 0,35% entre 2010 e 2015, de acordo com o IFN6, mas essa era já uma tendência dos últimos inventários florestais que apontavam para uma estabilização da área de ocupação desta espécie desde 1995;

• A baixa densidade nos montados mantém-se, com a maioria das áreas - 65% do total - a registarem uma densidade inferior a 80 árvores/ hectare, tal como já acontecia no IFN de 2005;

• A perda de vitalidade dos montados é um assunto em aberto, tendo origem em múltiplas causas, entre as quais as alterações climáticas e suas relações com o stress hídrico, idade, secas, pragas e doenças, etc;

      • A resiliência dos produtores florestais e da fileira responde com as armas possíveis a um cada vez maior reconhecimento dos mercados e da sociedade.

É o momento de todos nos congratularmos pela árvore extraordinária que é o Sobreiro, pelos Montados, esse exemplo único de multifuncionalidade e biodiversidade, pelos Produtos obtidos a partir da matéria-prima extraordinária que é a Cortiça.

Mas é também o momento de reforçar a aposta de futuro, dando seguimento de forma mais incisiva ao que ficou previsto em 2011 na resolução da Assembleia da República - “contribuir para tornar mais visíveis alguns dos problemas associados à preservação desta espécie, contribuindo, simultaneamente, para se alcançarem as soluções necessárias”.
As estratégias necessárias são claras e estão identificadas desde há muito tempo, porém perdem-se de forma sucessiva na construção das soluções.

É nossa função, neste dia, deixá-las aqui mais uma vez listadas:

√ Pelo período muito longo de retorno dos investimentos associados ao sobreiro, os apoios à instalação e à gestão, são determinantes na promoção de uma nova geração de montados, apostando na conservação do solo e melhoria da fertilidade, na promoção da regeneração natural e no combate às pragas e doenças;

√ Os serviços de ecossistema, que a gestão florestal e as boas práticas, certificadas e auditadas por terceiros e reconhecida pela Sociedade promove e garante, precisam de ser efetivamente remunerados.

Tem que haver um esforço construtor de todos, a começar pela definição de Montado que não pode ter critérios distintos de interpretação pelas diferentes entidades públicas nacionais.

 

Documento na íntegra AQUI.

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