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PRESS RELEASE | Serviços de Ecossistema dos Montados avaliados em mais de 178 M€ por ano em Portugal

 

25 de fevereiro de 2021 – Equipa multidisciplinar do Instituto Superior Técnico e da UNAC – União da Floresta Mediterrânica, apresentou hoje os resultados finais do projecto ECOPOL em webinar que ultrapassou os 255 participantes.

O projecto ECOPOL - Internalização da Narrativa Funcional do Montado na formulação, acompanhamento e avaliação das políticas de Desenvolvimento Rural, conseguiu quantificar economicamente três serviços de ecossistema providenciados pelo Montado: sequestro de carbono, conservação do solo e a retenção de nutrientes. Determinando que a perda dos mesmos por abandono representa uma perda anual de 194€/ha no caso dos montados de sobro e de 112€/ha no caso dos montados de azinho. No cenário alternativo de intensificação destes sistemas agro-florestais, nomeadamente por aumento excessivo do encabeçamento pecuário, a perda anual calculada ascende a 338€/ha no montado de sobro e a 256€/ha, no de azinho. Entre outros, os montados prestam pelo menos mais 6 serviços relevantes: regulação do balanço hídrico, biodiversidade funcional, biodiversidade emblemática, redução do risco de incêndio, polinização e valor cénico da paisagem, para os quais apenas foi possível fazer uma análise qualitativa. A resiliência dos montados, pode ser potenciada pela remuneração destes serviços de ecossistema.
Estando parcialmente quantificadas as mais valias ambientais destes sistemas, urge criar as ferramentas necessárias de incorporação destas externalidades na economia da actividade, dado que a Sociedade usufrui diariamente destes benefícios sem qualquer custo associado.
Com base nestes resultados, foram propostos dois modelos de remuneração dos serviços de ecossistemas: um eco-regime, novo mecanismo previsto na PAC 2021-2027, e um compromisso ambiental e climático. Em ambos os casos, há compromissos de boas práticas com base científica relevante, assumidos pelos produtores florestais na gestão dos montados.
Os montados representam 33% da floresta nacional, num território fortemente condicionado na sua gestão, nomeadamente pelo risco de desertificação decorrente das alterações climáticas, ao qual o sobreiro e a azinheira têm demonstrado grande adaptação e resiliência, com a manutenção das suas áreas de ocupação estáveis nas últimas décadas. A reduzida regeneração natural destes espaços agro-florestais e a sua perda de densidade, dois dos seus principais problemas, serão contrariados pelas medidas de gestão propostas.

Consulte o Relatório do Projeto e a Ficha técnica.

Press Release completo aqui.

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