O reforço dos ecossistemas florestais como solução para evitar incêndios

“Da floresta às chamas: como afastar efetivamente os mega fogos da Europa” é o título de um artigo científico publicado estes dias pela WWF e pela BirdLife Europe.

Com o aumento da ocorrência de incêndios altamente destrutivos no sul da Europa, estas organizações apelam aos governos europeus para que mudem a sua abordagem atual — centrada no combate reativo aos fogos — para uma estratégia proativa e integrada, com foco na prevenção, numa linha sempre defendida em Portugal pela UNAC.

Os autores do artigo afirmam que apostar apenas em medidas de extinção dos incêndios à medida que estes ocorrem é uma estratégia falhada. Como alternativa, propõem uma nova abordagem que transforme as paisagens atualmente vulneráveis em ecossistemas resilientes, com forte aposta no restauro e na promoção da biodiversidade. Defendem também uma gestão florestal baseada em soluções naturais e no envolvimento das comunidades locais na prevenção do risco de incêndios.

Portugal é referido no contexto das “boas práticas” com o exemplo do incentivo à regeneração natural de espécies autóctones mais resistentes ao fogo, como o sobreiro.

Afirmando que a “Europa está numa encruzilhada”, Edoardo Nevola, responsável pela área das florestas da WWF em Itália, afirma que  “podemos continuar a investir em respostas de emergência, com custos elevadíssimos, ou podemos adotar medidas preventivas estratégicas, baseadas na ciência, para evitar que estes fogos aconteçam antes mesmo de começarem.”

Este artigo, afirma, “mostra como adotar esta segunda opção e explica por que razão devemos começar já”.

Para ler o artigo (versão em inglês), AQUI